Área de cultivo em Moçambique cresceu 47% existem no país 3.824.585 fazendas, mais 25% em relação às 3.064.715
encontradas no primeiro censo agrícola.
A área cultivada em Moçambique no ano agrícola 2009-2010 ocupou 5.5 milhões
de hectares, um aumento de 47% em relação à década anterior, segundo dados do
censo agrícola e de pecuária do Instituto Nacional de Estatística de Moçambique
(INE).
O presidente do INE, João Loureiro, disse que existem no país 3.824.585
fazendas, mais 25% em relação às 3.064.715 encontradas no primeiro censo
agrícola. Do total de fazendas agora apurado, 99,6% cobrem menos de 10
hectares, e 72% menos dois hectares.
Segundo o censo do INE, 57% da área cultivada no país é ocupada por
alimentos básicos, como arroz, sorgo, milho, amendoim e vários tipos de feijão.
Embora a mandioca seja um alimento básico na maior parte do campo e cultivada
em mais de um milhão de hectares, não é considerada “cultura alimentar básica.”
Um novo acordo de financiamento de 100 milhões de dólares norte-americanos ,os
encontros reuniram governadores do Banco Mundial e FMI e cerca de 187 delegados
de vários países e debateram questões económicas relevantes que assolam o
mundo, para além de terem avaliado a situação económica e financeira global, as
perspectivas da economia mundial no período pós-crise económico-financeira, com
enfoque para a inclusão financeira, criação de emprego e elaboração de sistemas
efectivos para a gestão da vulnerabilidade nas próximas crises.
Enquanto o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, enfatizou a
questão da equidade do género, mudanças climáticas, emprego, governação e
infra-estrutura dos países em desenvolvimento que “podem ser um instrumento
relevante para a economia dos países africanos na ajuda na integração regional
nos sectores de energia e transporte”, Christine Lagarde, a novel
directora-geral do FMI, incidiu o seu discurso sobre a necessidade de uma acção
imediata e conjunta nos aspectos do estado da economia global, o modelo de
políticas a seguir e o papel que cada um destes aspectos deve jogar.
De referir, entretanto, que a actividade agrícola no país continua a
beneficiar de uma menor margem de fundos quando comparada às outras actividades
económicas, apesar de ser tida como prioritária e base da economia nacional.
Do total de crédito à economia nacional, apenas 8% são direccionados à
agricultura. Este facto espelha, em parte, a atitude desconfiada que os bancos
comerciais têm para com a prática agrícola, no que se refere às garantias para
a concessão de crédito. Aliás, a restrição nos fundos não se assiste apenas por
parte da banca. Consta que o Governo, na sua alocação orçamental, tem
sacrificado bastante a agricultura. Em termos de desembolsos de fundos do
Orçamento do Estado para o sector, a actual margem ronda nos 8%.
Este nível de alocação orçamental para a agricultura está longe do
preceituado no Programa Compreensivo de Desenvolvimento da Agricultura Africana
(CAADP), instrumento adoptado pelos governos africanos há oito anos em Maputo.
Neste instrumento, os líderes africanos comprometeram-se a alocar pelos menos
10% dos orçamentos de Estado à actividade agrícola, como forma de aumentar os
níveis de produção e, assim, reduzir os níveis de fome no continente.
O ministro das Finanças, Manuel Chang, disse que apesar das restrições de
fundos externos de apoio ao Orçamento de Estado, devido à crise que enfrentam
alguns parceiros, o governo vai sacrificar alguns investimentos, sendo a
agricultura uma das poucas actividades prioritárias a beneficiar de um aumento
dos fundos alocados.